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Entrevista: Amazonense Netenho destaca sua trajetória e sucesso na internet

Especial

Patrick Vieira 

A distribuição de um jogo era bem complicada no passado. Jogar então com outras pessoas era uma tarefa árdua. Limitava-se a reunir os amigos em casa ou em antigas lan-houses e aqueles jogos que estavam ali disponíveis. Saber sobre eles também era um desafio grande.

Hoje, o cenário proporciona uma oferta interessante, além do streaming que está contribuindo com comunidades online gigantes, as pessoas podem acompanhar e-sports pela internet, gameplays de qualquer lugar do mundo e a variedade de serviços é vasta.

Dentre esses produtos da internet, José de Araújo Cavalcante Neto, mais conhecido no mundo dos games como Netenho, se destacou nos campeonatos em Manaus, e agora desponta no cenário nacional com um dos maiores Streamers (produtores de conteúdo ao vivo) do Brasil.

Natural de Manaus, ele morou no bairro de Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, mas se erradicou quando o irmão começou a leva-lo para jogar pela primeira vez em uma lan-house, localizada no Vieiralves. Segundo ele, ficava horas por lá e aproveitava para jogar um dos jogos preferidos da criançada, o ‘Counter Strike 1.5’, ou seja, jogo com tiro na primeira pessoa.

– Desde lá vi o tanto que gostava de jogos de FPS, isso foi em 2002 e hoje vivo disso. Comecei em 2003 a competir, joguei em Manaus até 2012, mesmo meu time participando de competições nacionais e sendo o melhor de Manaus e da região Norte, percebi que dificilmente conseguiríamos conseguir chegar ao topo do Brasil – contou.

Com a atualização dos jogos em primeira pessoa, Netenho migrou para outro famoso jogo emergente, o “Point Blank”. Foi nessa migração que ele decidiu jogar com pessoas de fora de Manaus, já almejando novos ares na sua carreira profissional e pessoal.

Amazonense em atuação em uma das suas performances (crédito: Arquivo pessoal)

– As pessoas que comecei a jogar a maioria eram de São Paulo, até porque, isso iria facilitar para chegar no topo, foi como aconteceu. Infelizmente, para quem mora em Manaus, e tem um time com cinco pessoas é muito difícil conseguir patrocínio, sendo as passagens muito caras e a internet não ajudava tanto – destacou.

Hoje, o amazonense que mora em Campinas-SP, se dedica a nova plataforma de games do Facebook, que trouxe o pró-player de outra plataforma de stream, a Twitch, onde cresceu seus seguidores e apoiadores.

– Cresci muito na Twitch, estava entre os maiores da plataforma, o Facebook começou com lives streams esse ano, então acabei recebendo uma proposta boa para trabalhar junto com eles e aceitei. Tenho certeza que, como eles são uma das maiores empresas do mundo, em 2019 crescerão. Estou muito feliz com essa nova jornada que tem tudo para ser maior do que antes – disse.

– Talvez, atualmente apareçam mais pessoas buscando ganhar dinheiro com isso, justamente por ter conhecimento de ser algo tão lucrativo. É um cenário novo e com espaço para novas ideias também, por ser recente. Há muito para se desenvolver e apresentar para públicos segmentados. As plataformas digitais de jogos diariamente contam com mais de 1 milhão de viewers em diversos jogos, o que abre margem para todos que desejam iniciar neste ambiente novo.

Para ele, isto aponta que no futuro do streaming pode se esperar um crescimento progressivo do número de espectadores voltados para jogos, além disso, conta com surgimento de mais comunidades relacionadas a outros temas.

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