SportsManaus
FUTEBOL AMAZONENSE

“Base não é despesa, mas investimento”, disse dirigente da FAF sobre a campanha do Holanda na Copinha

Foto: Tetê Viviani/Colaboração

Com a pior campanha na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior em números, com três derrotas, dois gols marcados e 14 negativos no saldo, o Holanda apenas mostrou o reflexo da fragilidade e falta de um intercambio futebolístico do futebol amazonense com outras equipes mais estruturadas de outros estados.

Nos dois primeiros jogos, a garotada da Laranja sofreu duas goleadas. Na estreia para o poderoso São Paulo por 7, mas chegando a marcar os dois únicos gols na competição. Já com a Ferroviária, donos da casa, o placar foi de 6 a 0. Na última partida da Copinha, o Holanda não conseguiu sequer vencer o Serra-ES, perdendo por 3 a 0.

O diretor executivo da FAF e chefe da delegação na Copa São Paulo, Thiago Durante, disse que a entidade foi a responsável pela preparação dos garotos, sendo realizado da melhor preparação dos últimos anos para um clube amazonense, inclusive contratando profissionais gabaritados.

Investir

De acordo com dirigente, é preciso que os clubes entendam que o futebol de base é tão importante quanto o profissional, pois se trata do futuro de tudo, por isso, necessita de todo investimento e atenção possível.

– Os nossos clubes precisam entender de uma certa forma, que a base não é despesa, mas um investimento. Os clubes do Sul e Sudeste investem mais de R$ 30 milhões, como por exemplo, o São Paulo. Nós entendemos também que ele tem como principal fonte de receita a venda de atletas. Se não me engano, o São Paulo vendeu dois atletas por R$ 150 milhão, ou seja, já pagou todo investimento que fez e ainda teve um acréscimo em sua receita – disse ao SPORTSMANAUS.

Para Thiago, a chave do time amazonense era muito difícil, mas destacou a diferença de estrutura e investimento do São Paulo, um dos favoritos para conquistar a Copinha, com valores absurdos e um trabalho com a garotada muito além do que se possa imaginar para o futebol local.

– Além do investimento de R$ 30 milhões ano, o clube tem um Centro de Formação de atletas em Cotia-SP, mais de 14 categorias, jogadores a partir dos 13 anos que jogam juntos há muito tempo, além de 70 partidas por ano. Enquanto isso, nossas equipes jogam apenas 15 partidas. Quem milita nessa área sabe das dificuldades de enfrentar uma estrutura como essa. E digo mais, se o São Paulo disputasse o Campeonato Amazonense de Profissionais brigaria pelo título.  

Exemplo

Com praticamente todas as equipes da região Norte eliminadas ainda na primeira fase, Thiago Durante, disse que o grande exemplo de uma sequência de trabalho na base, é do Galvez-AC, que conseguiu passar para 3ª fase, mas sendo eliminado por outro grande do futebol brasileiro, e que também investe muito nas categorias básicas.

– A sequência de trabalho do Galvez com a base algum tempo, deve ter sido um dos pilares para campanha de chegar na 3ª fase da Copa, porque tem a questão do conjunto, o entrosamento e o trabalho com a garotada ao longo do tempo, pois isso vai se aperfeiçoando – destacou.

Competições

Ciente de que a federação precisa cada vez mais investir no futebol amazonense de base, mas com a realização de outras competições da categoria, o dirigente destacou o trabalho realizado pela entidade. Ele disse, que esse ano novas disputas serão implantadas, aliadas as já existentes, para ajudar nesse processo de desenvolvimento da garotada.

– Nós saímos de três categorias da FAF, desde que assumimos o departamento com Sub-16, 18 e 20, e a partir desse ano teremos categorias da base no masculino e duas no feminino, que é Sub-17 e 19. Ano passado fizemos Sub-11, 13, 15, 17, 19 e 21. Em 2019 será implantado a categoria Sub-9, que vai jogar casada com Sub-11 e mais duas no feminino. Nosso papel é trabalhar, para que essas novas categorias possam oportunizar ao atletas que surgem a chance de mostrar seu talento e novos valores para o futebol amazonense.

Confusão

Sobre os fatos ocorridos com alguns jogadores na competição, o dirigente foi bem enfático, ao afirmar que tudo foi resolvido, os jogadores punidos, mas uma situação que serviu de exemplo o trabalho a ser realizado nas futuras competições da categoria.

– Falaram muita coisa que não é verdade, nós estávamos lá, tomamos medidas, afastamos atletas, apesar de estarem na responsabilidade da comissão técnica, eles são de maiores. Cabe orientarmos e fiscalizarmos, e até o próprio machucado não foi ocasionado por um soco ou agressão, mas pelo mesmo ter caído e batido a cabeça em um móvel. Nós aprendemos muito coisa e os jogadores também.

Outras postagens...

Manaus cede empate e fica fora da zona de classificação do Amazonense

Paulo Rogério

Com casa lotada, Manaus vence Imperatriz-MA, mas perde nos pênaltis e dá adeus ao acesso

Paulo Rogério

Dirigente do Manaus afirma após conselho técnico da CBF: “É se manter na Série C”

Paulo Rogério

Leave a Comment

العربية简体中文EnglishFrançaisDeutsch日本語PortuguêsEspañol