Hamilton faz festa da torcida e vence na Inglaterra. Vettel e Verstappen batem

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Da redação do SportsManaus, com informações do TERRA ESPORTES – GRANDE PRÊMIO / FERNANDO SILVA, DE SUMARÉ

Foto: Divulgação / FIA

Que senhora corrida a F1 proporcionou neste domingo (14) em Silverstone! Lewis Hamilton levou a melhor após entrada do safety-car — em razão do abandono de Antonio Giovinazzi —, superou Valtteri Bottas e venceu. Charles Leclerc e Max Verstappen roubaram a cena e deram show, enquanto Sebastian Vettel protagonizou a polêmica do dia ao acertar a Red Bull do holandês

Duas semanas depois do incrível GP da Áustria, a F1 voltou a proporcionar um grande espetáculo na temporada. Em um GP da Inglaterra emocionante do início ao fim, Lewis Hamilton andou bem perto do pole Valtteri Bottas nas voltas iniciais, retardou seu pit-stop e aproveitou a entrada do safety-car — após abandono de Antonio Giovinazzi — para dar o pulo do gato. Daí em diante, o pentacampeão assumiu a liderança e seguiu na ponta até o fim das 52 voltas.

Diante da imensa massa britânica, Hamilton comemorou sua 80ª vitória na Fórmula 1, a sexta em Silverstone — triunfo que o colocou como o maior vencedor do GP da Inglaterra — e ainda fez, na volta final, a melhor marca da corrida, garantindo também um ponto extra. Bottas teve de se contentar com o segundo lugar.

Hamilton venceu, mas dois pilotos deram espetáculo: Charles Leclerc e Max Verstappen. Os protagonistas do GP da Áustria voltaram a duelar na pista, e em vários momentos com grandes disputas roda a roda e até um toque, sem maiores consequências. Leclerc terminou em terceiro, enquanto Verstappen foi apenas o quinto. O holandês acabou sendo prejudicado após ter a traseira do seu carro acertada pela Ferrari de Sebastian Vettel, com quem Max brigava pelo terceiro lugar. O alemão levou a pior, ficou com o carro avariado, terminou uma volta atrás do vencedor e ainda foi punido em 10s.

Naquela que foi, de longe, sua melhor atuação na temporada, Pierre Gasly igualou o quarto lugar obtido no GP do Bahrein do ano passado, quando ainda defendia a Toro Rosso, e terminou na quarta colocação, logo à frente de Verstappen. Como o melhor do resto, Carlos Sainz fez grande corrida para terminar na sexta colocação com a McLaren, sendo seguido pela Renault de Daniel Ricciardo. Kimi Räikkönen fez outra bela prova com a Alfa Romeo e terminou em oitavo. Daniil Kvyat, da Toro Rosso, e Nico Hülkenberg, também da Renault, fecharam a lista dos dez primeiros.

Saiba como foi o GP da Inglaterra de F1

Minutos antes da largada, quando os carros já estavam alinhados no grid, correria total na Red Bull. Os mecânicos corriam contra o tempo para ajustar um problema detectado em uma peça da asa traseira do carro de Max Verstappen, quarto colocado no alinhamento inicial. A Red Bull também fez mudanças de última hora também no carro de Pierre Gasly.

A largada foi dada por Justin Whiting, filho de 12 anos do saudoso Charlie Whiting, eterno diretor de corridas da F1. Nas primeiras curvas, zero incidentes entre os ponteiros. Bottas manteve a liderança, seguido muito de perto por Hamilton, com Leclerc vindo em terceiro. Max Verstappen era o quarto, mas Pierre Gasly foi ultrapassado por Sebastian Vettel ainda na largada. Em sétimo, Lando Norris superava a Renault de Daniel Ricciardo.

O que chamou a atenção foi a briga entre os dois carros da Haas. Kevin Magnussen e Romain Grosjean se tocaram, com o franco-suíço levando a pior. Os dois aproveitaram a deixa e foram aos boxes para colocar pneus duros.

Na quarta volta, a dupla da Mercedes protagonizou uma lindíssima batalha roda a roda. Para delírio da torcida nas arquibancadas, Hamilton colocou lado a lado, passou Bottas com ousadia, mas o finlandês deu o troco e retomou a liderança. O embate entre os dois carros prateados permitiu a aproximação da Ferrari de Leclerc, enquanto Verstappen vinha logo atrás.

Como mais uma amostra da fase horrorosa da Haas, Magnussen voltava aos boxes na volta 8. Não para trocar pneus, mas para abandonar a corrida. Grosjean não estava muito melhor e vinha na última colocação, bem distante da Williams de Robert Kubica. Mas o francês recolheu seu carro e também deixou a prova minutos depois.

A corrida era mesmo empolgante, com Hamilton se aproximando novamente de Bottas e Verstappen travando grande batalha com Leclerc pelo terceiro lugar. Vettel e Gasly — que fazia sua melhor apresentação no ano e andava no mesmo ritmo dos demais — também estavam muito perto. O francês, aliás, não tomou conhecimento e fez a ultrapassagem sobre Vettel na volta 11. Pouco depois, porém, o jovem do carro #10 foi aos boxes para colocar pneus duros.

A Mercedes fazia uma corrida á parte, já que a diferença para o segundo pelotão era de 8s. A briga era entre Red Bull e Ferrari, e o novo ato da batalha foi a ida ao pit-stop, ao mesmo tempo, de Leclerc e Verstappen. Na saída dos boxes, melhor para o holandês, que saiu à frente. Mas depois de um erro na sequência da volta, o piloto da Ferrari passou de novo a Red Bull.

Hamilton finalmente assumiu a liderança da corrida depois que Bottas fez seu pit-stop. Com pista limpa, o pentacampeão acelerou forte, fez a volta mais rápida da corrida naquele momento e tentou o ‘undercut’, manobra para ganhar a posição após a parada nos boxes. Vettel, também sem ainda ter feito seu pit-stop, vinha em segundo.

Nesse meio tempo, Verstappen e Leclerc voltavam a brigar roda a roda e davam espetáculo em Silverstone. ‘Mordido’ depois do revés na Áustria, o monegasco tinha uma pilotagem defensiva extraordinária e não deixava espaço para ultrapassagem.

O abandono de Antonio Giovinazzi, que rodou e deixou sua Alfa Romeo na brita, levou a direção de prova a acionar o safety-car. Foi o pulo do gato para Hamilton e Vettel, que aproveitaram a deixa e foram para os boxes para fazer a troca: pneus duros para os dois. Verstappen também fez um novo pit-stop e passou a usar os compostos brancos, assim como Gasly.

A Ferrari manteve Leclerc na pista com os macios por mais uma volta e só fez nova parada com o monegasco na volta seguinte. Assim, o dono do carro #16 perdeu muito tempo e despencou para sexto. Outro erro de estratégia da equipe com Charles. Dentre os seis primeiros, apenas Bottas seguia com os pneus médios.

O safety-car deixou a pista na abertura da volta 23 com Hamilton na frente, seguido por Bottas, Vettel, Gasly, Verstappen, Leclerc, Carlos Sainz e Lando Norris, com Alexander Albon e Nico Hülkenberg fechando o top-10.

Que corridaça! Leclerc não hesitou em atacar Verstappen e deu o lado de fora para o holandês. Max respondeu, chegou a tocar no carro de Leclerc e teve de passar pela área asfaltada fora da pista para responder e se manter à frente. Charles sentia que algo estava quebrado no carro, mas a Ferrari garantia que estava tudo ok.

Para defender a posição de Verstappen contra Leclerc, a Red Bull ordenou a inversão de posições entre o holandês e Gasly, que permitiu a ultrapassagem e caiu para quinto. Max tinha ótimo ritmo, muito parecido com os dois carros da Mercedes, e partia para cima de Vettel.

Com pneus médios, Bottas conseguia ficar perto de Hamilton e estava 2s atrás. Os dois se revezavam com a melhor volta e, consequentemente, o recorde da pista. Vettel era quem tinha de ficar de olho em Verstappen, enquanto Leclerc sofria para ganhar a posição de Gasly, o que só aconteceu na volta 36. O valente francês tentou retomar o quinto lugar, mas Charles se defendeu bem. Mais atrás, a McLaren estava à frente da Renault com Sainz em sétimo e Norris em oitavo.

A corrida teve outro grande e surpreendente ato na volta 38. Verstappen pegou o vácuo da Ferrari de Vettel e, com o DRS aberto, fez a ultrapassagem. Seb tentou retomar a posição, mas errou o ponto de frenagem e acertou em cheio a traseira da Red Bull. Os dois conseguiram voltar à pista, mas o alemão, lento, se arrastva na pista e tentava voltar aos boxes. Vettel fez a troca da asa dianteira, mas tinha a corrida arruinada.

Ainda tinha mais emoção por vir, já que a chuva era uma ameaça nas dez voltas finais. Hamilton parecia ter a liderança consolidada e abria vantagem para Bottas. Leclerc vinha em terceiro, com Gasly muito perto, na quarta posição. Neste período, Vettel foi punido em 10s por ter causado a batida em Verstappen.

Antes da volta 45, a Mercedes chegou a chamar Hamilton no rádio para fazer mais um pit-stop. Mas era blefe. Na verdade, quem precisava fazer mais uma troca era Bottas, que estava com pneus médios e precisava usar outro tipo de composto. O finlandês fez a parada e colocou os macios para tentar algo no fim. De qualquer forma, Valtteri conseguiu voltar dos boxes à frente de Leclerc e praticamente garantiu o segundo lugar.  

Melhor que Bottas, apenas Hamilton, que cruzou a linha de chegada, fez a volta mais rápida no último giro, garantiu um ponto extra e comemorou a marca incrível de 80 vitórias na F1.

2019 FIA Formula One British Grand Prix – Race
1 Lewis Hamilton Mercedes 52 
2 Valtteri Bottas Mercedes 52 24.928
3 Charles Leclerc Ferrari 52 30.117
4 Pierre Gasly Red Bull Racing 52 34.692
5 Max Verstappen Red Bull Racing 52 39.458
6 Carlos Sainz McLaren 52 53.639
7 Daniel Ricciardo Renault 52 54.401
8 Kimi Raikkonen Alfa Romeo 52 1’05.540
9 Daniil Kvyat Toro Rosso 52 1’06.720
10 Nico Hulkenberg Renault 52 1’12.733
11 Lando Norris McLaren 52 1’14.281
12 Alex Albon Toro Rosso 52 1’15.617
13 Lance Stroll Racing Point 52 1’21.086
14 George Russell Williams 51 1 Lap
15 Sebastian Vettel Ferrari 51 1 Lap
16 Robert Kubica Williams 51 1 Lap
17 Sergio Perez Racing Point 51 1 Lap
     Antonio Giovinazzi Alfa Romeo 18
     Romain Grosjean Haas 9 
     Kevin Magnussen Haas 6 

 



Paulo Rogério

I live in Brazil, in the city of Manaus, which hosted 2014 World Cup matches, the Olympic 2016 men's and women's football tournament. I'm Paulo Rogério Veiga, 51, a reporter, journalist and owner of sports portal www.sportsmanaus.com.br. I would like to inform you that I have received material from FIFA for 35 years, in addition to Conmebol and UEFA. I have also been editor of globoesporte.globo.com/am/ portal. I am working as a press and publicity advisor to leverage your company, product, brand, your soccer career, whether player, coach, club, manager, any professional that Works and conducts business in football. I am a professional / base player agent and a soccer coach. I have contact with agents, international agencies, academies, intermediaries, scoutings, among others in Brazil and in world football, including with signed contract. Another work I do is to attract potential investors to sponsor clubs in Brazilian football, which seek to gain their place in the regional, national and even international scenario. Contact us. E-mail: paulo.imprensa@hotmail.com pauloimprensa@gmail.com Contact: +55 (092) 3629-0651 (office) +55 (092) 99171-9226 (live / watsapp). Leia mais em sobre o editor clicando aqui.


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