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Treinador no Japão e USA, Wanderlei Cesareti quer mostrar seu potencial no futebol brasileiro

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Formado em educação física e pós graduado em futebol, pela Faculdade de Educação Física de Santo André, o paulista Wanderlei Cesareti Moreira, 63, é um dos técnicos de futebol que leva sua profissão com seriedade, dedicação e com extremo profissionalismo para conseguir os resultados satisfatórios dentro de campo. Para isso, no início de sua carreira, ele se especializou com dois famosos profissionais do futebol brasileiro, o treinador Rubens Minelli e o preparador físico, João Paulo Medina.

Com pouco tempo de profissão, o treinador teve uma ascensão muito rápida no futebol e a chance de atuar no futebol internacional, especialmente na Ásia, por onde atuou por 16 anos no Japão. Além disso, desenvolveu um trabalho nos Estados Unidos, no futebol de campo e futsal.

De São Paulo, o SPORTS MANAUS, conversou com Wanderlei para saber um pouco do seu trabalho, experiência, alegrias, tristezas e conquistas no futebol, em especial no âmbito internacional, quando saiu do futebol brasileiro para mostrar toda sua capacidade no esporte em dois países de continentes diferentes.  

Wanderlei trabalhou em dois países de continentes diferentes como treinador (crédito: arquivo pessoal)

SPORTS MANAUS – Treinador, o senhor trabalhou por muitos anos no Japão. Com o foi essa experiência no futebol asiático?

WANDERLEI – A oportunidade aconteceu exatamente no momento que estava    começando abrir mercado com bons trabalhos aqui no país, sendo um deles no Pará, na equipe da Tuna Luso, mas percebi que a chance do Japão era única e não pensei duas vezes para aceitar. O primeiro clube foi sub-20, High School, de Fujieda Meisei Koko, na qual tive muito sucesso. Com esse trabalho, no ano seguinte me levou de volta ao profissional do Montedio Yamagata. Com dois bons resultados, retornei a outra equipe sub-20, High School, agora em Nagano, Saku-Shi. Por lá, fiquei por 12 anos direto.

SPORTS MANAUS – O senhor também trabalhou no futebol dos Estados Unidos, como foi essa experiência num país que ainda não tem o esporte como prioridade?

WANDERLEI – Nos Estados Unidos, na verdade fui para dirigir o time de futsal Mavericks, num Campeonato Nacional, em São Francisco, onde tive muito sucesso, consagrando campeão nacional da categoria, em julho de 1993. Na oportunidade, este trabalho abriu portas para fazer inúmeras clínicas de futebol do sub-12 ao sub-21 em Santa Clara, Paolo Alto, San Francisco, San Diego, entre outras cidades. Independentemente de ser profissional ou não, trabalhar nos EUA, foi uma experiência única com meninos e meninas, que realmente amam o soccer. O que mais me encantou de verdade, foi a cultura no geral e como é tratado o esporte como um todo.

SPORTS MANAUS – O senhor teve a chance de trabalhar em dois continentes diferentes, tem muita diferença entre os dois países, clubes e jogadores?

Treinador com uma de suas equipes de base no Japão (crédito: arquivo pessoal)

WANDERLEI – A diferença consiste no fato dos japoneses levarem o futebol muito mais consistente como esporte de difusão e de competição, desde a tenra idade. Já os americanos, é ainda como um modismo. Não trabalhei em clubes profissionais, mas visitei alguns e não difere em nada quanto à organização e estrutura, em relação ao futebol japonês, eles dão um tratamento muito mais especializado, ou seja, estão muito à frente.

SPORTS MANAUS – Como surgiu essa chance de trabalhar no futebol da região Norte, na equipe do Vilhena, depois que o clube ficou sem disputar o campeonato ano passado e voltou esse ano?

WANDERLEI – Surgiu com um convite de um amigo ex-jogador para um agente de São Paulo, que está fomentando o clube com jogadores. A responsabilidade era sim, mas na minha visão principalmente do clube. 

SPORTS MANAUS – Depois de trabalhar em dois continentes diferentes, como foi no Vilhena, um time sem muita expressão nacional e que fica na região Norte?

WANDERLEI – O futebol hoje é internacionalizado pela mídia, então, você trabalhar em Rondônia, na China ou na América, a rede mundial nos colocam no mesmo patamar de visibilidade, mas com as devidas proporções do tamanho do clube.

Passando um pouco de sua experiências aos seus jogadores (crédito: arquivo pessoal)

SPORTS MANAUS – Como o senhor analisa atualmente o futebol brasileiro em todos os ângulos no cenário mundial?

WANDERLEI – Não vejo evolução no futebol brasileiro, muito pelo contrário, continua e pelo visto continuará estagnado por muitos anos. Por sorte, e como sempre, aqui nascem talentos à toda hora e em todos os setores do futebol.

SPORTS MANAUS – Como o senhor analisa a área com profissionais experientes e outros que estão entrando no mercado de trabalho?

WANDERLEI – É uma nova realidade, e com a chegada de uma geração nova muito mais preparada que a minha geração, isso torna o mercado mais acirrado, o que obriga a estudar, se atualizar se não quiser ficar para trás. Fato que ocorre com a maioria de treinadores de minha geração, pois isso é ótimo e quem ganha é o   futebol.

Visitando um dos centros de futebol da Europa para ganhar mais conhecimento no futebol (crédito: arquivo pessoal)

SPORTS MANAUS – Pela sua experiência internacional, considera que poderia estar trabalhando numa praça mais avançada no futebol brasileiro?

WANDERLEI – Sim, considero que sendo um treinador que não ficou parado no tempo, estou constantemente me atualizando para proporcionar aos atletas treinamentos com qualidade. Poderia estar trabalhando num centro maior do cenário brasileiro. Na verdade, trabalho para isso. Tenho dificuldades na verdade, é o tempo que fiquei fora do país, saindo prematuramente antes de firmar meu nome no Brasil.

SPORTS MANAUS – O que espera do futuro dentro da sua profissão no futebol brasileiro? Espera retornar ao cenário internacional?

WANDERLEI – Espero que as oportunidades daqui para frente possam ser mais frequentes, para que eu possa realizar meu trabalho, e sendo possível de fato, gostaria de retornar ao futebol exterior.

O treinador Wanderlei Cesareti disponibilizou o número (011) 98472-44 84 (whatsapp) para contato profissional aos interessados que trabalham no futebol.

 



EDITOR - Paulo Rogério Veiga, comunicador esportivo, repórter, radialista e agente business de jogadores e treinadores. Contato 55+ (92) 99171-9226 vivo/watsap / 55+ (92) 98193-1304 tim/watsap. Email: pauloreporter@hotmail.com / pauloimprensa@gmail.com Leia mais em sobre o editor clicando aqui.