Da redação do Sports Manaus, com informações – Espn.com.br – André Hernan, Bruno Andrade, Pedro Henrique Torre e Pedro Ivo Almeida –
Foto: Marcelo Cortes / CRF
Nem mesmo a definição de Leonardo Jardim como o novo treinador vem deixando os dias mais calmos no Flamengo. Agora, existe a indefinição em relação a José Boto, diretor de futebol do clube.
De acordo com apuração da ESPN, o português será mesmo desligado, já que Luiz Eduardo Baptista, o Bap, compareceu ao Ninho do Urubu pelo terceiro dia seguido nesta sexta-feira (6), e conversou com Boto sobre sua saída.
A ideia é que ela aconteça de forma tranquila, sem maiores rusgas, e abra espaço para um sucessor. A reportagem foi informada que Boto não teve rejeição com a saída e entendeu a troca.
O português vai até mesmo ajudar no início de trabalho de Leonardo Jardim até que Bap defina o próximo nome. Até o momento, o nome de Edu Gaspar é o mais forte.
Silenciosamente, assim como fez nas negociações com Jardim para substituir Filipe Luís como treinador, Bap foi ao mercado nas últimas semanas. O mandatário conversa com possíveis substitutos e desenha cenários para uma troca diretiva que possa estancar a crise nos bastidores do Ninho.
Duas são as opções: um diretor com perfil mais “boleiro” ou um diretor com caráter mais executivo que possa trabalhar em conjunto com um supervisor de maior entrada no vestiário. Há um diagnóstico de que a comunicação entre direção e lideranças do elenco do Flamengo inexiste neste momento.
Críticas a comportamento de Boto
Não é de hoje que José Boto tem desagradado algumas alas no Flamengo. Segundo apurou a ESPN, atletas e funcionários reclamam de vaidade, pouca comunicação e até a necessidade de prestar serviços particulares para o português, que também é apontado como grosseiro e inflexível no dia-a-dia.
O dirigente, por exemplo, exige que a cada duas semanas funcionários se dirijam à sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, para realizar serviços de limpeza e organização.
Com o elenco, Boto possui relação distante. Isso piorou depois da reunião de terça-feira no CT, após a demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o dirigente destacou o papel dos atletas no processo que ocasionou na saída de Filipe. Os jogadores absorveram e saíram em silêncio. É notada entre o elenco a postura extremamente vaidosa do executivo.
Após vitórias, o português entra em campo e cumprimenta os atletas. Diante da derrota contra o Corinthians, na Supercopa do Brasil, em Brasília, Boto permaneceu no túnel que dava acesso ao campo, fumando, e não entrou de imediato. A postura e a demora causaram burburinho.
“Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, chegou a dizer um dos líderes do elenco.
A vaidade do lusitano é sempre ressaltada no dia a dia do Ninho. O desejo de aparecer em imagens de divulgação do clube é classificado como “acima do normal”, sempre ao se posicionar em frente às câmeras apontadas ao gramado.

