Da redação do Sports Manaus, com informações – Por Eduardo Statuti•Belo Horizonte (MG) – 28/07/202615:53 – Atualizado há 9 horas
O zagueiro colorado foi expulso após entrada dura em Gabriel Pec
Foto: Max Peixoto/DiaEsportivo/Folhapress
O zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após julgamento realizado nesta terça-feira (28). O defensor ficará fora de combate por seis
Ele foi julgado por entrada no jogador do Cruzeiro na derrota por 2 a 1 em partida realizada em 22 de julho. Ele foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta e prevê pena de suspensão de uma a seis partidas. Porém, o tribunal entendeu que havia um agravante no caso, levando em conta o parágrafo 3º do artigo.
– Na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitado o prazo máximo de cento e oitenta dias – diz o parágrafo 3º do artigo 254.
Na votação, o auditor-relator Rodrigo Steinmann Bayer votou pelos seis jogos de suspensão sem o período de tempo. Entretanto, Octavio Lavocat Galvão, Eduardo Xible Salles Ramos e Aline Gonçalves Jatahy votaram pela aplicação do parágrafo 3º.
Inter usou áudio falso em defesa de Victor Gabriel
Durante o julgamento do STJD, o departamento jurídico do Internacional utilizou um áudio falso da comunicação do VAR. O advogado Rogério Pastl exibiu, entre uma série de provas, um áudio atribuído à cabine do VAR e ao árbitro.
Durante a votação, a auditora Aline Gonçalves questionou a defesa colorada sobre a veracidade da prova apresentada.
– Obviamente que a gente junta como sendo verídico, mas eu teria que checar essa informação agora. Mas de qualquer forma, por lealdade processual, já que o seu voto vai ser definitivo em relação a esse assunto, a senhora não considere essa prova ou suspenda o julgamento, até que a gente possa trazer essa informação. A informação do pessoal que colheu essa prova dentro do escritório é que seria, sim, o áudio do VAR, mas eu não tenho como lhe dar a fonte agora, nesse momento, a não ser que eu pare aqui e vá ver a origem desses áudios – explicou o advogado colorado.
– Queria fazer uma retificação. Não se trata de uma prova falsa. Eventualmente pode ter acontecido alguma inadvertência, alguma falta de checagem. Mas em nenhum momento houve algum dolo ou má-fé por parte do Internacional ou da defesa. Vamos tentar esclarecer isso no período que se segue da mesma maneira como sempre atuamos aqui nesse tribunal – destacou Rogério Pastl após a sessão.

