Da redação do Sports Manaus, com informações – ESPN.com.br –
Foto: Abdel Majid BZIOUAT / AFP via Getty Images
Em uma das finais mais eletrizantes de todos os tempos, Senegal se sagrou bicampeão da Copa Africana de Nações ao vencer Marrocos, por 1 a 0, na prorrogação, e silenciou o Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, no Marrocos.
Esse foi o segundo título de Senegal, que havia sido campeão em 2021. Já Marrocos viu Brahim Díaz perder a chance de encerrar um jejum de 50 anos ao perder pênalti de cavadinha.
A polêmica
A partida estava se encaminhando para a prorrogação, quando o árbitro Jean-Jacques Ndala assinalou pênalti para Marrocos depois de ser chamado pelo VAR.
A marcação revoltou todos de Senegal. O técnico Pape Bouna Thiaw pediu para os jogadores abandonarem o gramado e foi parcialmente atendido, mas após alguns minutos os atletas voltaram.
Após mais de 10 minutos de paralisação, Brahim Díaz tentou a cavada e mandou nas mãos de Mendy. O atacante do Real Madrid ficou com o emocional abalado e foi substituído no início da prorrogação, pouco depois de Senegal marcar o gol do título.
Nada de gols
O nome do primeiro tempo foi Bono. Com duas grandes defesas, o goleiro evitou que Marrocos fosse para o intervalo atrás do placar.
Logo aos seis minutos, Bono defendeu a cabeçada de Pape Gueye quase em cima da linha. Já no fim do primeiro tempo, Iliman Ndiaye foi lançado nas costas da zaga, invadiu a área e chutou rasteiro. O goleiro marroquino salvou com os pés.
Apesar do apoio dos torcedores, Marrocos foi bem neutralizado por Senegal e teve uma grande chance com Ezzalzouli. O atacante apareceu livre na área após cruzamento e, de frente para o gol, furou a cabeçada.
O Marrocos voltou com outra postura do intervalo e criou duas grandes antes dos 20 minutos. Na melhor delas, Ayoub El Kaabi apareceu livre na marca do pênalti e desviou cruzamento rasteiro para fora. Depois foi a vez de Ezzalzouli levar perigo.
Após segurar a pressão inicial da seleção marroquina, Senegal controlou a posse da bola, mas só foi fazer Bono trabalhar quase no último lance do segundo tempo, quando Cherif Ndiaye arriscou de fora da área e o goleiro espalmou.
Que final
No último lance do jogo, Brahim Díaz caiu na área durante cobrança de escanteio. O árbitro não marcou em campo, mas assinalou pênalti depois de ser chamado pelo VAR.
Inconformado, o técnico Pape Bouna Thiaw pediu para os jogadores de Senegal abandonarem o gramado. Alguns foram para o vestiário, mas retornaram por ordem de Sadio Mané.
Após mais de 10 minutos de paralisação, Brahim Díaz tentou a cavada e mandou nas mãos de Mendy, silenciando o Estádio Príncipe Moulay Abdellah.
Prorrogação
Logo aos três minutos do primeiro tempo, Mané puxou contra-ataque e Pape Gueye escapou da marcação de Hakimi antes de soltar a bomba no ângulo de Bono, abrindo o placar para Senegal. O empate de Marrocos só não veio na sequência porque a cabeçada de Nayef Aguerd parou no travessão.
No contra-ataque, Senegal teve uma chance incrível de liquidar o título. Na marca do pênalti, Cherif Ndiaye chutou e Bono fez um milagre. O rebote sobrou para o atacante, que chutou para fora mesmo com o gol aberto.
Abatido, Marrocos não conseguiu buscar o empate e amargou a derrota diante do seu torcedor.

